Apresentação geral


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1.Bibliografia
1.2 Principais obras
2.Raízes do Brasil
2.1 Apresentação da obra
2.2 Analise da obra
3.Analise da critica do livro Raízes do Brasil
4.Publicações em revista jornais e cinema sobre a obra e o autor
5.Fotos de Sergio Buarque de Hollanda
6.Referências bibliográficas


  1. Bibliografia

Sérgio Buarque de Holanda, filho de Cristóvão Buarque de Holanda (funcionário público) e Heloísa Gonçalves Moreira, nasceu em São Paulo no dia 11 de julho de 1902 cidade que viveu parte de sua juventude até se mudar para o Rio de Janeiro em 1921.
Desde cedo foi um leitor aplicado, fazia anotações e observações sobre tudo que lia, se interessava por varias correntes literárias. Uma das que mais o interessou pela linguagem bonita, exata e incisiva foi as obras dos cronistas portugueses. As características dessa literatura portuguesa influenciaram na forma de sua escrita posteriormente.
Sua primeira publicação surge quando tinha 18 anos, seu professor Afonso de Taunay abriu espaço para que Sergio publicasse um artigo seu no jornal Correio Paulistano. Desde seus primeiros artigos já defendia ideias nacionalistas e a necessidade de uma literatura legitimamente nacional. Ideias que eram compartilhadas com seus amigos Guilherme de Almeida, Sérgio Millet, Mario de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1921 ingressou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, onde se formou em 1925. No Rio de Janeiro passa a ter contato com vários intelectuais, artista modernista torna – se muito amigo de Prudente de Moraes neto, e Afonso Arinos de Melo Franco. Nessa mesma época passa a conviver também com Manuel Bandeira, Di Cavalcanti e Ronald de Carvalho e Graça Aranha, idealizador da Semana da Arte Moderna que ocorre em 1922. Sergio Buarque apesar da pouca idade que tinha participa com destaque desta semana. Todo o rigor que dedicava aos estudos faram que ele tenha uma participação destacada na semana de arte moderna e no movimento modernista em geral.
Já neste período inicia suas atividades como jornalista e critico literário colaborando com vários jornais e revista como o Rio-Jornal, O Jornal e Revista do Brasil, dirigida por Monteiro Lobato. Como forma de conseguir maior estabilidade financeira ingressou naAgência Havas, sob o comando de Assis Chateaubriand, como tradutor de telegramas em inglês.
Em 1923 dirige a primeira revista ligada ao movimento modernista, Klaxon (1922-1923), que era contraria as posições academicismo da nossa literatura, ainda muito ligada aos padrões europeus, e defendia a construção no Brasil uma nova identidade nacional. Com o fim da Klaxon em 1923 funda em 24 com seu amigo Em 1924, ao lado do amigo Prudente de Moraes neto, a revista modernista Estética (1924-1925).
Após conflitos internos dentro do movimento, Sérgio partiu, em 1926, para uma temporada no Espírito Santo para dirigir o jornal O Progresso. Na volta, retomou o trabalho na United Press e no Jornal do Brasil. Em 1929, atendendo a um convite de Chateaubriand, transferiu-se para o continente europeu com o propósito de visitar Alemanha, Polônia e Rússia, e escrever sobre a situação daquele continente para o Diário de São Paulo, O Jornal e Agência Internacional de Notícias. Durante a permanência em Berlim assiste às aulas do historiador e tem contato com os escritos de Max Weber e Rilke. Colabora com a revista Duco, da embaixada brasileira, e traduziu roteiros de filmes, entrevista Thomas Mann e testemunhar o surgimento do nazismo.
Este período na Alemanha vai influenciar a forma como Sergio de Holanda vai analisar o mundo. As ideias de Max Weber se faram presentes na sua obra principalmente em Raízes do Brasil onde apresenta relações de contrários, aplica o conceito de patrimonialismo nas relações do Estado, além da ideia de capitalismo diferente da conceitualização marxista. Da Alemanha também se apropria da analise sociológicas com conceitos e interpretações mais psicológica e culturalista.
Retorna ao Brasil em 19030, os anos trinta, marcados pelo movimento liderado por Getúlio, pela ascensão dos regimes totalitários, pela expansão do comunismo e pela Revolta Constitucionalista, também são significativos na vida de Sérgio Buarque. Depois de publicar seu primeiro conto em 1931, é preso em 1932 pelo governo por defender São Paulo na questão da constituição. Nessa época passa a dar maior interesse à história em detrimento da ficção e da poesia, fato que certamente tem relações com o seu tempo na Alemanha.
Em 1936 publica Raízes do Brasil que é uma interpretação da decomposição da sociedade tradicional brasileira e da emergência de novas estruturas políticas e econômicas. Na obra o autor buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais.
No mesmo ano passa a dar aulas na universidade do Distrito Federal até 1939. Depois das aulas, passou a dirigir, durante o Estado Novo, o Instituto Nacional do Livro e a fazer suas críticas literárias no Diário de Notícias e no Diário Carioca. Em 1944, os ensaios escritos para esses veículos foram reunidos e publicados sob o título de Cobra de Vidro. Com o fim do regime varguista, atuou na fundação da Esquerda Democrática, mais tarde Partido Socialista, e foi eleito presidente da seção do Distrito Federal da Associação Brasileira de Escritores.
Em 1946, voltando à cidade de origem, foi designado para o cargo de Diretor do Museu Paulista, atividade que desenvolveu até 1956. Ainda em 1949 esteve novamente na Europa, com palestras sobre o Brasil na Sorbonne. Em 1952 seguiu com a família para a Itália por dois anos para atuar como professor na Universidade de Roma. Voltou em 1957, ano da publicação de Caminhos e Fronteiras. Em 1958 assumiu a cátedra de História da Civilização Brasileira, na USP, defendendo a tese que logo adiante se tornaria um novo livro: Visão do Paraíso visto por alguns como obra precursora da história cultural no Brasil. Ainda em 1958, ingressou n a Academia Paulista de Letras e recebeu o Prêmio Edgar Cavalheiro do Instituto Nacional do Livro, por Caminhos e Fronteiras. De 1963 a 1966 vai ao Chile, EUA, Peru e Costa Rica, sempre na qualidade de professor convidado.
Em função do AI-5, em 1969, deixa a USP em solidariedade a alguns de seus colegas exilados. Durante os anos setenta, ganhou alguns prêmios literários e ajudou a fundar, ao lado de Oscar Niemayer o Centro Brasil Democrático, na linha de combate à ditadura. No fim da vida publicou Tentativas de Mitologia, em 1979. Participa da fundação do PT em 1980 como membro fundador.
Sergio Buarque de Holanda faleceu em 24 de abril de 1982 aos 80 anos. Foi um importante intelectual brasileiro, militante politico e ativo, culto, simples e bem humorado como muitos relatam. Muitos contam que ao chegar em algum lugar no qual não o conheciam se apresentava como “o pai de chico”, se referindo a Chico Buarque.

1.2 Principais obras


  • Raízes do Brasil - Rio de Janeiro, 1936
  • Cobra de Vidro - São Paulo, 1944
  • Monções - Rio de Janeiro, 1945
  • Expansão Paulista em Fins do Século XVII. - São Paulo, 1948
  • Caminhos e Fronteiras - Rio de Janeiro, 1957
  • Visão do Paraíso. Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil - São Paulo, 1959
  • Do Império à Republica. (História Geral da Civilização Brasileira Tomo II, vol. 5) - São Paulo, 1972
  • Tentativas de Mitologia - São Paulo, 1979
  • Sergio Buarque de Hollanda: História (org. Maria Odila Dias). - São Paulo, 1985
  • O Extremo Oeste (obra póstuma) - São Paulo, 1986

2. Raízes do Brasil

Link para baixar livro Raízes do Brasil - Sergio Buarque de Hollanda

2.1 Apresentação da obra


Resumo da obra
Raízes do Brasil publicada em 1936 busca entender qual a raiz da identidade nacional e também como nossas raízes culturais formam dirigentes políticos, intelectuais que vão acabam por influenciar toda a nação.
Resumo dos Capítulos:
Capítulo 1 - Fronteiras da Europa
Caracterização dos países da península ibéricos como fronteiriços da Europa com o mundo devido a seu território ter saída para o mar. Apesar do pioneirismo na navegação em geral e posteriormente também na navegação não tinham papel de vanguarda nas transformações sociais e econômicas daqueles séculos. Descreve aspectos da cultura como o personalismo, a falta de apego ao trabalho, ausência de uma moral de culto ao trabalho como nos países protestantes e falta de uma disciplina e hierarquização das relações sociais, o que contraditoriamente gera uma obediência cega. Para o autor essas características serão trazidas para o Brasil.

Capítulo 2 - Trabalho e Aventura
Neste capitulo é feita a caracterização do homem através da tipologia weberiana do aventureiro: visão mais ampla e do trabalhados: visão mais restrita. O primeiro estaria mais presentes nos portugueses que colonização o Brasil, devido a seu espirito descobridor, busca se adaptar as novas condições. Já o segundo mais presentes nos espanhóis leva consigo seu modo de trabalhar, busca organizar, persistente que consegue ver a importância das coisas e feitos pequenos do presente. Nesses capitulo ocorre a critica os holandeses não procuraram se fixar no nordeste quando tiveram oportunidade, para o autor eles influenciariam de forma mais positiva a constituição de nosso povo. Outros aspectos como a composição mestiça do povo português, a forma como conduziam a produção na colônia e a utilização das potencialidades naturais também são criticas por Sergio Buarque de Holanda.

Capítulo 3 - Herança Cultural
A segunda dicotomia do livro aparece nesse capitulo: rural x urbano que será o ponto de partida para analisar a sociedade colonial e suas estruturas. Aponta como o fim da escravidão vai influenciar e potencializar esse conflito porque é um marco da antiga tradição com a modernidade. Para ilustrar esse conflito cita Mauá, a dificuldade de se estabelecer a industrialização em um país marcada pelo personalismo o patriarcalismo. Analisa como essas características são reforçada pela organização espacial do território onde a fazenda tem mais valor, nobre, que a cidade. Em varias passagens encontramos relatos de cidades desertas que só existiam de fato como centro populacional nas festas e missas, o autor fala de cidades fantasma.

Capítulo 4 - Semeador e o Ladrilhador
Através da oposição entre semeador e ladrilhador é feita a comparação da forma como ocorreram as colonizações no novo mundo pelos países da península ibérica. O espanhol, ladrilhador, que busca o moderno, as cidades em todo o território que é uma expressão do planejamento, fruto da razão. Em oposição aparece o português, semeador, apegado às tradições antigas, que não planeja suas ações, fixos nas fazendas e no litoral, sem interesse em ocupar todo o território. As cidades que existiam eram fruto de uma ocupação desordenada que expressava o espirito português de fazer fortuna de forma rápida e sem esforço. Uma forma de demonstrar há diferença existente entre esses dois países e o processo de colonização promovido por ele é a mentalidade da intelectualidade em ambos os países. Assim o autor busca demonstrar como na Espanha havia uma mentalidade mais moderna, racional, que em Portugal.
Capítulo 5 - O Homem Cordial
Comparou tal confusão com a história de Sófocles, sobre Antígona e seu irmão Creonte, sobre um confronto entre Estado e família. Nesse capitulo aparece um dos aspectos centrais do livro a apropriação de Sergio B. de Holanda do conceito de “homem cordial” de Ribeiro Couto. Aponta como essa característica é resultado da apropriação do publico como privado, uma confusão da distinção entre das relações estabelecidas. O personalismo e patriarcalismo como predominante nas relações no lugar da hierarquização e disciplina da polidez e padronização das relações dentro da instituição que é o Estado. No Brasil, por influência dos portugueses, esta instituição se apresenta mais como uma extensão das relações familiares e pessoais.

Capítulo 6 - Novos Tempos
A mentalidade domestica e a superindividualidade presentes na sociedade brasileira são expostas pelo autor como fatores que entravam nosso desenvolvimento. Soma – se a estas características a busca por prestigio e social sem esforço. O autor relata como os intelectuais, bacharéis não tinham objetivo de se formar em uma profissão e sim queriam alcançar prestígios e cargos sociais que eram mais rapidamente obtidos com títulos de bacharel. A busca por aprender um ofício, uma profissão, por adquirir conhecimento útil para si e a sociedade são características inexistentes em nosso país. A rápida e fácil assimilação do positivismo no Brasil ocorre devido a essa “fragilidade”. A expressão dessas manifestações serão uma tradição de passividade a vida politica. Assim a democracia sempre foi um mal entendido para o nosso povo, onde as manifestações politicas e desejos de mudanças sempre foram feitos de baixo para cima em nossos país. Aponta como nossa literatura na dificuldade de realmente perceber qual era a nossa realidade construía uma realidade falsa que mais refletia as influências colônias.

Capítulo 7 - Nossa Revolução
Como uma conclusão do livro o autor defende que a necessidade de transformações em nosso país. Aponta as diferenças das revoluções na América Latina, tanto entre si e com o resto da Europa. Aponta como o processo de urbanização é lento e assume paulatinamente a independência em relação ao rural. Aponta como solução a superação das raízes ibéricas e surgimento de uma nova cultura com uma nova organização social/econômica com o aparecimento de novas classes sociais que assimilem essa nova cultura. Propõem uma revolução vertical já que o povo, para o autor, não tem tradição de uma vida politica ativa.

2.2 Analise da obra

No presente texto se pretende fazer uma breve analise da obra Raízes do Brasil - Sergio B. Holanda publica em 1936, sendo seu primeiro livro. A obra é dividida em sete capítulos: I Fronteiras da Europa; II Trabalho e Aventura, III Herança Cultural, IV Semeador e o Ladrilhador, V O Homem Cordial, VI Novos Tempos, VII Nossa Revolução. O autor busca entender qual a raiz da identidade nacional e também como nossas raízes culturais formam dirigentes políticos, intelectuais que vão acabam por influenciar toda a nação.
Nesta obra o autor Sergio Buarque de Holanda busca entender a raiz de nossa cultura política através dos estudos e analises histórica, social e cultural, desde o período colonial. Destaca – se a analise do período compreendido da industrialização, modernismo e suas influências, golpe de 1930, Revolução de 1932 governo Vargas, decadência do café.
Na busca da identidade nacional o autor analisa diversidades que influenciaram a composição da nação brasileira: Portugal (de origem mestiça), latifúndio escravocrata, família patriarcal rural. A partir dessas matrizes discute o choque entre tradição e modernidade. Toda essa analise da busca das raízes dos atores sócias é um esforço para ver como ela seria superada. Na obra o autor sugere que essa superação será com uma “revolução vertical” que teria como consequência – democracia popular com a passagem do privado para o publico.
As referencias teóricas presentes na obra são principalmente a sociologia alemã e modernismo de Mario de Andrade que evidencia que o Brasil não é mais rural. A expressão das ideias tipicamente dos modernistas e no caso do Sergio B. um modernista paulista influenciaram sua obra. Romper radicalmente com as imposições e expressões colônias em nossa historia e cultura para encontrar elementos que represente o que é tipicamente da nação brasileira. Pode se dizer que Sergio H. é um “Weberiano eclético”, isto fica evidenciado na obra quando ele analisa a dicotomia do Estado burocrático x Estado Patrimonialista (conceito de Weber).
A metodologia utilizada pelo autor para aprofundar a analise das nossas raízes de uma colonização que deixa um legado cultural, uma política institucional baseada no personalismo e nas relações pessoais. Na obra o autor se apropria da analise através da interposição dos contrários através da aplicação da dialética: trabalho x aventureiro; rural x urbano; burocracia x caudilhismo; norma pessoal x impulso afetivo; razão x cordialidade. Prioriza as perspectivas por noções psicológicas em detrimentos das econômicas, utilização desta com a historia social.
Holanda na busca por entender raiz da formação da nação brasileira compara o processo empregado por portugueses e espanhóis durante a ocupação do novo mundo. Criam conceitos que expressam as características relevantes em ambos processos colonizadores que edificaram de forma diferentes suas ocupações e o que consequentemente levou a construírem nações com uma historia e cultura diferentes. Os principais conceitos presentes no livro são:
  • Cultura da personalidade: repulsa ao trabalho (herança ibérica), sem organização espontânea (incapaz para a organização social), frouxidão dos laços sociais (instituições e coesão social), privilegio e status em lugar do mérito.
  • Ética aventureira: aventureiro (semeador) - português: mobilidade /adaptabilidade (conceito de Freire), cultura do ócio, nega a estabilidade e o planejamento x trabalhados (ladrilhador) – espanhol: racional, planejador
Portugueses: cidade de Deus (aventureiro) sem hierarquia nas relações de poder “individualismo organizado” avesso ao trabalho e a organização social – visão agostiniana do mundo: recusa ibérica de organização hierarquia e política x Espanhol cidade dos homens (trabalhador) hierarquia nas relações de poder individualismo organizado
  • Ruralismo: família patriarcal, predomínio do campo (fazenda) cidade como só um apêndice.
  • Homem cordial, termo cunhado por Ribeiro Couto, herança ibérica: símbolo da relação social sem formalidade da vida publica dentro da vida privada, existência política através de relações sócias de proximidade afetiva sem relação fria com o Estado. Emotivo x racional. Essa ideia de homem cordial dialoga com a necessidade da elite de uma unidade nacional que não realidade não existia.
O autor nos capítulos finais aponta indícios que apontam o problema central na vida política como sendo o paternalismo/docilidade que é um empecilho à construção de um estado liberal. Para a solução deste aponta uma reforma vertical com o intuito de estimular e criar bases para a consolidação da modernização da nação.
Ao realizar o estudo da obra em vários momentos percebemos que o discurso proferido pelo autor é uma manifestação das opiniões correspondentes às aspirações da nascente burguesia paulista do inicio do século XX. Com um papel extremamente influente em nosso país sobre a intelectualidade a burguesia paulista ganha adeptos para seus planos políticos, econômicos e sociais. São Paulo neste período é o centro da industrialização e urbanização brasileira. Ela paulatinamente vai assumindo no período do fim da monarquia e inicio da republica, seus 50 primeiros anos, a posição de centro econômico e político do país.
Dentro desde contexto que Sergio Buarque de Holanda se forma enquanto intelectual brasileiro de grande relevância. Estudou em importantes escolas paulistas, adquirindo uma boa formação e convivendo com uma geração de intelectuais brasileiros que buscavam compreender a formação brasileira e suas perspectivas futuras.
O discurso que Raízes do Brasil apresenta é de um intelectual brasileiro que se emprenha em compreender o processo de formação pleno ou inacabado da nação brasileira, quais suas origens e principalmente a partir dessas analises e debates quais os rumos a tomar. Dentro desse contexto aparecem as posições mais a direita, representada de forma mais contundente pelos integralistas e a posição mais a esquerda representada pelos comunistas/socialista. Estas se diferem da posição de “democrata liberal” assumida pelo autor, pois este deseja construí um país democrático, baseado em uma democracia que sirva a todo o povo sobre a direção das classes dominantes mais “capazes”, uma espécie de elite nacionalista. Porém ele não deseja que seja uma nação com traços aristocráticos que são tão criticadas por ele em seus livro, ultrapassada e historicamente “superadas”, mas sim uma republica liberal onde reine a meritocracia, a iniciativa.
Holanda representa uma posição mais ao centro e seu discurso vai “disputar” com as outras posições políticas vigentes na época a intelectualidade brasileira. Notadamente seu livro se soma a uma gama de publicação como a de Caio Junior, Gilberto Freyre, Alberto Passos Guimarães, na buscar por organizar a analise da intelectualidade do Brasil sobre nossas origens e munida disto influencias nas decisões sobre o nosso futuro.
Na obra os aspectos geográficos são percebidos de diversas formas ora mais direta e ora mais dissimuladas. Podemos perceber como as influencias das características físicas brasileiras aparecem como uma forma de moldar as nossas características sociais e culturais de um povo alegre, que não gosta de trabalhar (herança ibérica) na qual o labor não se representa bem nos trópicos. Nelson Werneck Sodré em seu texto “As falsidades ideológicas[1]” comenta como as características físicas dos trópicos são apresentadas pelos intelectuais, principalmente geógrafos que servem a politica ideológica de dominação imperialista/colonialista, como produtoras de características negativas em uma nação. Sodré contrapõe esta analise expondo a que interesses elas servem e defendendo que devemos analisar principalmente os aspectos econômicos e sociais do desenvolvimento de uma nação em detrimentos dos elementos naturais, psicológicos e biológicos dela. Estes últimos podem manifestar os aspectos centrais, mas não são os determinantes. Sergio ao colocar em uma característica física, climática a falta de vontade de trabalhar dos portugueses ao chegar aqui reproduz esta analise. Outrora Sergio justificativa o desinteresse dos Portugueses em ocupar esse vasto território, ou em pouca dedicação em aplicar técnicas mais eficazes às produções agrícolas.
Os aspectos geográficos apresentados na obra são vários, um dos principais é sem duvida alguma a oposição rural (fazenda) x cidade (aglomerados das vilas e centros urbanos). Através dessa dicotomia o autor evidencia a mentalidade atrasada que os ibéricos trazem e reproduzem no território Brasileiro. A composição espacial e a sua utilização ou não utilização, no caso das cidades, demonstra como as relações pessoais, a falta de unidade nacional se faz presente. Na busca por encontrar um elemento histórico, social e cultural que represente toda a nação é que se apresenta o principal aspecto geográfico posto no texto. O único elemento que está presente em todo o território apesar de sua vasta extensão é a natureza bela e exótica. O apontamento da natureza como elemento que do ponto de vista histórico vai ser uma da bases fundamentais da construção da nação é uma manifestação das ideias modernista na obra Raízes do Brasil.
Antonio Candido é o principal critico da obra de Sergio Buarque de Holanda no prefácio do livro faz uma complexa analise de vários aspectos trabalhados pelo autor, que busca dialogar o debate de Raízes do Brasil com as duas obras que junto a de Holanda vão compor o panorama nacional das posições intelectuais brasileiro: Casa-Grande & Senzala de Gilberto Freyre e Formação do Brasil Contemporâneo de Caio Prado Júnior.
Analisa criticamente os motivos apontados pelo autor, Sergio, para a cordialidade brasileira e como essa expressão surgeem Ribeiro Couto e como passa a ser usada e destrinchada na referida obra.
Até os dias de hoje vários críticos, historiadores, sociólogos, antropólogos que ou analisam como a obra foi referência e influenciou não só a sua geração ou como ao longo de nossa historia vários aspectos apontados por Sérgio vão continuar existindo e se expressando.
O estudo da obra Raízes do Brasil é de fundamental importância para a compreensão do processo dos anos iniciais da Republica Brasileira. Ela expressa a preocupação nunca antes tão bem sistematizada por outras gerações intelectuais de condensar as diversas influencias que conduziram ao que a sociedade brasileira era na época. Analisar criticamente o processo de colonização promovido pelos portugueses e apontar sua debilidades era um esforço que faltava a nossa intelectualidade. É claro que o estudo da obra levanta uma curiosidade relevante sobre as posições contrarias a ela e as obras de outros autores da geração a qual pertenceu.
Ao ler a obra percebemos que nos fala um democrata liberal, que desconsidera a participação popular no processo colonial brasileiro e também da republica. Com os olhos para o movimento das elites e suas criticas a sua incapacidade deixa de lado aspectos importante da historia desse período. Os levantes populares no nordeste, a Inconfidência Minera, lutas nos Sul, Canudos e tantas outras são deixadas de lado por ele. Sergio, nas suas limitações de intelectual burguês (creio que esta conceitualização como intelectual não diminua a sua importância e nem a sua obra), ele não consegue perceber que é justamente a não visualização, pelas elites, das possibilidades de unir a insatisfação de grande parte da nascente nação brasileira (índios, classe media, intelectuais, elites democráticas e anti - aristocráticas) que seriam a força para as transformações que não possibilitou uma historia diferente na nossa formação.
Sergio trata os rumos que o país tomava, como se percebe, no discurso para naturalmente a industrialização e urbanização. Esta era muito mais o honesto desejo da burguesia nacional e de uma nascente classe media do que uma realidade concreta de fato.
A própria “revolução” defendia pelo autor demonstra como a falta de perspectiva em um processo que promova uma transformação radical no país a partir da unidade entre varias setores de diversas classes insatisfeitas com a situação política e econômica da época.
Nestes aspectos apontados a cima fica evidente que varias questões que eram desejos de mudanças por Sergio permanecem até a atualidade e não raras vezes na nos falta intelectuais honesto que expressem suas opiniões livremente sem o medo das implicações de tal pronunciamento ou mesmo por estreiteza de analise da conjuntura política, econômica e social que fazem. Ler a obra Raízes do Brasil estimula os leitores a refletir profundamente sobre à historia do nosso país e estimula a buscar mais elementos em outras literaturas do próprio autor ou de outros que durante toda a nossa historia existiu.



[1] Sodré, Nelson Werneck. Introdução à Geografia: geografia e ideologia. Petrópolis: vozes, 1989,119-35 .
3. Analise da critica do livro Raízes do Brasil

Desde a sua primeira publicação Raízes do Brasil se torna um livro clássico para compreender a formação da sociedade brasileira, o origem da nossa vida politica, cultural e as consequências e necessidades de mudanças para que se supere as fragilidades que essa realidade apresente e se possa construir uma verdade nação brasileira.

A obra de Sergio Buarque de Holanda é um clássico da historiografia brasileira que desde a sua publicação até os dias de hoje é muito estudada e analisada devido à permanência das questões levantadas e da permanência dos problemas apontados. O principal critica dessa obra é Antônio Candido de Mello e Souza, um dos principais críticos literários brasileiros. Porém os debates sobre a obra é feita por vários historiadores e sociólogos que buscam extrair ao máximo as analises e debates colocadas no livro sobre sues mais diversos aspectos.
Reproduzimos abaixo uma breve analise critica/bibliográfica rétirada da página http://www.itaucultural.org.br que expõem de forma mais detalhada e sistemática a importância de Raízes do Brasil.

Comentário crítico[1]
Embora mais conhecido como historiador, Sérgio Buarque é também importante crítico literário, tendo atuado em revistas modernistas e militado em vários suplementos e rodapés literários. Certamente essas duas facetas da produção intelectual de Sérgio Buarque não aparecem de modo tão radicalmente separadas e, volta e meia, pode-se reconhecer na produção ensaística do historiador a presença do estudioso da literatura e vice-versa. Basta lembrar sua tese de cátedra, Visão do Paraíso, as associações imaginárias e projeções do Novo Mundo com o encontro do paraíso terreal.
Como nota Walnice Nogueira Galvão, nesse "livro, embora ninguém possa negar que se trata de um marco na historiografia, a contribuição dos estudos literários é enorme [...]". É sabido também que suas concepções sobre o Brasil expostas em sua obra mais conhecida, Raízes do Brasil, vêm a encontrar repercussão em contribuições decisivas da crítica literária brasileira para a cultura, como um clássico estudo de Antonio Candido (1918) sobre Manuel Antonio de Almeida (1831-1861) (Dialética da Malandragem) e os de Roberto Schwarz sobre Machado de Assis (1983 - 1908)
A atuação de Sérgio Buarque como crítico literário antecede o modernismo, com a publicação de artigos e crônicas nos anos de 1920 a 1922, nas páginas do jornal Correio Paulistano e das revistas A Cigarra e Fon-Fon, nos quais já se opõe ao repertório da velha crítica, externando convicções antipassadistas, que seriam abraçadas pelo futuro movimento. Sergio Buarque abre, assim, o caminho dos novos e estabelece uma primeira medida crítica que funciona como referência estética aos propósitos de ruptura modernista. No primeiro informe sobre o grupo paulistano, alerta para o embate que se anuncia entre os que, na ocasião, chama de beletristas e seus adversários futuristas.
Com a repercussão da Semana de 22, Sérgio vai fortalecer suas convicções antipassadistas e dar provas de sua cumplicidade na avaliação do ideário estético modernista, divulgando as manifestações dos integrantes da Semana, em notas e comentários publicados no periódico Mundo Literário e colaborando para as revistas modernistas como Klaxon e Terra Roxa. De acordo com Antonio Arnoni Prado, "não foi pequena a contribuição intelectual de Sérgio Buarque de Holanda nessa etapa da trajetória de 22. O diálogo iniciado com Blaise Cendrars (1887 - 1961), a criação da revista Estética, com Prudente de Moraes Neto (1895 -1 961), a revelação das fontes poéticas de Manoel Bandeira (1968), a valorização precoce da estrutura sem unidade do João Miramar de Oswald de Andrade (1980 - 1954), o reconhecimento de um complexo arte-crítica-pesquisa em expansão na obra de Mário de Andrade e (1893 - 1945) são alguns dos exemplos a serem citados.
Toda sua produção crítica, incluindo os ensaios juvenis, é recolhida postumamente em dois volumes organizados por Arnoni Prado, sob o título de O Espírito e a Letra: Estudos de Crítica Literária (1948-1959). Mas, ainda em vida, Sérgio Buarque publica parte desses estudos em dois livros: Cobra de Vidro e Tentativas de Mitologia. Surpreendem nesses estudos a erudição e a abrangência temática, incluindo notícias de lançamentos, como é próprio dos rodapés literários. Tais estudos vão desde as análises detidas de poemas (nos seus aspectos temáticos e formais) até a consideração de questões mais amplas, como o romantismo ou o americanismo. A gama variada de autores e obras abordadas inclui nomes nacionais e estrangeiros, como Franz Kafka (1883-1924), Carlos Drumond de Andrade (1902 - 1987), Ezra Pound (1885-1972), LImas Barreto (1981 - 1921), Gilberto Freyre (1900- 1987), André Gide (1869-1951), JoãoCabral de Melo Neto (1920 - 1999) e Thomas Hardy (1840-1928), entre muitos outros, sem falar no insistente diálogo com os modernistas.
Arnoni Prado considera como contribuições definitivas desse conjunto impressionante de artigos e ensaios a discussão inovadora de método e funções, com bibliografia atualizadíssima; a concepção da literatura como forma privilegiada de conhecimento; e a fidelidade aos deveres do crítico, ao acompanhar e questionar tudo o que cada geração vai sucessivamente realizando em literatura. No diagnóstico das principais tendências poéticas e críticas do período, surpreende o debate em torno dos ideais dos new critics e da recepção dessa corrente crítica norte-americana no Brasil. Como nota, mais uma vez, Arnoni Prado, a "discussão da teoria literária de língua inglesa" promovida por Sérgio Buarque, "como um contraponto da influência francesa que nos subjugava", resulta em "uma das mais fecundas avaliações do new criticism jamais feitas no Brasil".
Ao longo dos anos 1940 e 1950, Sérgio Buarque produz também vários capítulos para uma projetada obra sobre o barroco e o arcadismo que deixa inacabada e também só é publicada postumamente, com o título de Capítulos de Literatura Colonial. A pedido da viúva de Sérgio Buarque, Maria Amélia Buarque de Holanda, esse volume póstumo é organizado por Antonio Candido, que esclarece no prefácio a procedência do material aí reunido. Salvo um escrito panorâmico sobre a literatura colonial, feito talvez para palestra ou curso e recolhido em apêndice, as partes elaboradas ou rascunhadas destinam-se com certeza ao volume Literatura Colonial, que seria o 7º volume da História da Literatura Brasileira planejada no início dos anos 1940 por Álvaro Lins (1912-1970) para a Livraria Editora José Olympio, com a colaboração de importantes nomes comoRoberto Alvim Correia, Astrojildo Pereira (1890-1965), Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989), Alceu Amoroso Lima (1893-1983) e Otávio Tarquínio de Souza (1889-1959). Do planejado, entretanto, só são publicados dois volumes: o de Lúcia Miguel-Pereira (1901-1959), sobre a prosa de ficção, e o de Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), sobre a literatura oral.
Sérgio Buarque continua a escrever e reelaborar os capítulos e chega a anunciar, em edições de outros de seus livros, uma obra em preparo com título de A Era do Barroco no Brasil (Cultura e Vida Espiritual nos Séculos XVII e XVIII) em três volumes, que deveriam incluir tais capítulos, mas não chegam a ser concluídos e lançados em vida. Na publicação póstuma, esses capítulos compreendem estudos sobre a poesia épica do período colonial (tratando do ideal heroico, das epopeias sacras, do mito americano e da Arcádia heroica), sobre o ideal arcádico e sobre Cláudio Manuel da Costa (1729-1789). Em apêndice, Candido inclui, além do Panorama sobre a Literatura Colonial, um estudo inacabado sobre Pe. Antonio Vieira (1608-1697).
Na apreciação de conjunto desses capítulos, o organizador chama a atenção para a maneira independente de conceber o período na sua relação com as literaturas matrizes e o relevo dado a certas obras e autores. Em termos metodológicos, Sérgio Buarque obedece a um sentido de continuidade vertical dos estilos de época, sem se amarrar ao corte horizontal das divisões de período (barroco, arcadismo...). Segundo Antonio Candido, "Sérgio acha que o Arcadismo e seu humanismo inovador foi um fato isolado, que nem repercutiu imediatamente, nem cortou o florescimento das tendências ligadas ao Barroco tardio". As análises inovam, também, ao demonstrar, na produção literária do período colonial, a profunda influência do poeta italiano Giambattista Marino (1569-1625), sobretudo, de sua obra La Strage degli Innocenti.A parte mais extensa do livro póstumo é um capítulo de mais de 250 páginas sobre Cláudio Manuel da Costa, considerado o mais profundo e original da crítica brasileira pelo organizador, que define o método empregado como "pesquisa da constituição do texto". E explica: "Não se trata da análise típica, voltada para dentro [...], mas de uma análise que parte do texto e se expande para fora dele, procurando vincular as suas expressões, os seus temas, a sua visão do mundo a fontes e análogos, de maneira a situá-lo num vasto tecido de cultura que mostra, ao mesmo tempo a sua singularidade e a sua integração em contextos gerais.
Para Candido, Sérgio demonstra que a literatura brasileira da Colônia é parte, ou seja, se integra à perspectiva mais ampla das literaturas do ocidente da Europa, apesar de apresentar alguns traços distintivos que lhe são peculiares. Esse olhar, por sua vez, se opõe e desconstrói um "nacionalismo estratégico" adotado pela crítica literária como forma de afirmação da identidade brasileira pós-independência.No mesmo período em que se encontra envolvido com os estudos sobre a literatura colonial, Sérgio Buarque elabora uma conhecida antologia da produção poética do período (Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Colonial), que é parte do projeto realizado pelo Ministério da Educação, ao qual pertencem também as duas organizadas por Manuel Bandeira (sobre a poesia do romantismo e a do parmasianismo e uma por Andrade Muricy (1895-1984) (sobre o simbolismo).
Sobre a qualidade estilística da prosa ensaística (historiográfica ou crítico-literária) de Sérgio Buarque de Holanda, nota Walnice Galvão: "Característica que perpassa a obra de ponta a ponta é a perícia estilística: estamos diante de um verdadeiro escritor, sem prejuízo dos méritos científicos daquilo que escreve. Em suma, um mestre da prosa, com certo pendor castiço e até clássico, ou classicizante, como que absorvendo a atmosfera linguística das fontes primárias que tanto prezava”

[1] Retirado da página da internet: http://www.itaucultural.org.br


4.Publicações em revista jornais e cinema sobre a obra e o autor
A democracia é difícilAs observações e as conclusões de um especialista com base no exame da história
Entrevista Sergio Buarque de Holanda, revista veja
João Marcos Coelho
A caminho dos 74 anos, que completará em julho, Sérgio Buarque de Holanda é, ao mesmo tempo, um impecável historiador e um fascinante contador de histórias. Grande viajante, entremeia reflexões sobre o exercício da História com finas observações do tipo: "Me diverti muito quando estive na Grécia. Lá, os carregadores de bagagens são chamados metaphoras, e os que esperam na fila do ônibus estão em ekstasis. É agradável, mas também chocante, você se deparar de repente com as palavras sendo utilizadas em seu sentido rigoroso, não é?
Seu primeiro livro, "Raízes do Brasil" (1936), forma, junto com "Casa-Grande & Senzala", de Gilberto Freyre, e "Formação do Brasil Contemporâneo", de Caio Prado Jr., o grande tripé básico da cultura brasileira no século XX. Começou a lecionar na Universidade do Distrito Federal, transferindo-se em 1938 para o Instituto Nacional do Livro. Dez anos depois passou a ocupar a cadeira de História Econômica do Brasil na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. A partir de 1956, assumiu o posto de catedrático de História da Civilização na Universidade de São Paulo. Pronunciou conferências e deu cursos nos Estados Unidos, França, Itália, Suíça e Chile. Entre as universidades americanas, lecionou em Colúmbia, Harvard, Califórnia, Indiana, Yale e na New York State University.
Desde 1960 dirige a "História Geral da Civilização Brasileira", já em seu sétimo volume publicado: "Do Império à República". Embora negue predileção pelo período do Segundo Reinado, Sérgio diz que "basicamente a coleção é um trabalho de equipe, mas este volume é apenas meu. Eu ia fazer apenas uma resenha do aspecto político do Império, mas ela acabou virando um livro, publicado como último tomo do século XIX. Um pouco cansado com o trabalho de coordenar uma coleção desse porte, pedi um sucessor para a parte da República. E Bóris Fausto foi o escolhido". Contudo, ainda este ano Sérgio pretende publicar uma nova versão de "Do Império à República", consideravelmente ampliada.
Confortavelmente sentado em uma poltrona, numa das salas - todas literalmente atulhadas de livros - de sua casa normanda no bairro do Pacaembu, em São Paulo, Sérgio (ou o "pai do Chico Buarque", como adora ser chamado) falou sobre a História. E também contou muitas outras.
Entrevista de Sergio Buarque de Holanda, na integra, na Revista Veja

Cinema sobre Sergio Buarque de Holanda

Capa filme raizes do brasil.jpgRaízes do Brasil
Título Original: Raízes do Brasil[1]”
Sinopse
A vida e obra de Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX e autor dos livros "Raízes do Brasil" e "Visões do Paraíso". Dividido em duas partes, o filme mostra desde o cotidiano de Sérgio, incluindo o modo como interagia com a família e amigos, até um panorama cronológico de sua época, em que lidou com o nazismo, os anos de Getúlio Vargas no poder e a ascensão do movimento modernista no Brasil.
Estado: Em DVD
Gênero:Bibliografia, Documentário
Roteiro:Ana de Hollanda, Miúcha, Nelson Pereira dos Santos
Elenco: Carlinhos Brown, Clara Buarque de Freitas, Silvia Buarque, Cristina Buarque, Maria do Carmo Buarque de Hollanda, Maria Amélia Buarue de Hollanda, Luísa Buarque de Hollanda, Paulo Vanzolini, Paulo Jobim, Sergio Buarque de Holanda, Franscisco Buarque de Freitas, Antônio Candido, Seca Buarque, Chico Buarque de Hollanda, Alvaro Buarque de Hollanda, Sergio Buarque de Hollanda Filho, Bebel Gilberto.
Duração: 150 minutos

Para baixar o filme link:

[1] __http://filmow.com__
Parabéns ao patriarca
As glórias e peripécias de um filme que celebra o centenário de Sergio Buarque de Holanda, o pai de Chico

Para aqueles que são fãs de cinema e gostam dos bastidores segue link da matéria publicada na revista época que da detalhes da produção deste bom documentário.
Matéria publicada na revista época conta a historia da produção do filme
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT343827-1661-1,00.html
;
"Sergio Buarque de Hollanda: um mestre do pensamentoPrograma de rádio da USP sobre Sergio B. de Hollanda e obras
5.Fotos de Sergio Buarque de Hollanda
Foto do meio, da esquerda para a direita: Cícero Dias, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, José Américo de Almeida, Rodrigo Melo Franco de Andrade e António Bento. Década de 1930. Imagem: prossiga.bvgf.fgf.org.br
casaNoBrasil_RMF.jpgsergioholanda chico.jpgsergio.jpg

Sergio Buarque de Hollanda Sergio e Chico Buarque / Fonte: jornadaonline



6.Referências bibliográficas
FRANÇOZO, M. 2004 Um outro olhar: a etnologia alemã na obra de Sérgio Buarque de Holanda. Campinas, dissertação, Unicamp, 151 pp.
HOLANDA, Sergio Buarque de, Raízes do Brasil, 20 ed. Rio de Janeiro, Editora José Olympio, 1988.
MATOS, J. S. O intelectual e a obra raízes do Brasil: uma discussão historiográfica. Biblos, Rio Grande, v. 19, p.151-170, 2006.
Rodrigues, H. E. A democracia em Raízes do Brasil. Cadernos de Ética e Filosofia Política 10, 1/2007, p. 137-156.
SANTOS, Y. L.. Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda (resenha) 2000 (Resenha).
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sérgio Buarque de Holanda e essa tal de "cordialidade". Ide (São Paulo) [online]. 2008, vol.31, n.46, pp. 83-89. ISSN 0101-3106.

  • Cinebiografia
DOS SANTOS, Nelson Pereira (dir.). //Raízes do Brasil// – Uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda. 2 Partes. 2001.
  • Páginas acessadas na internet, todas acessadas em maio de 2011:
__http://almanaque.folha.uol.com.br/sergiobuarque.htm__
__http://filmow.com__
__http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_lit/index.cfm?fuseaction=biografias_texto&cd_verbete=5783&cd_item=35__.
http://jornadaonline.blogspot.com.br
__http://veja.abril.com.br/especiais/35_anos/p_020.html__
http://www.radio.usp.br
__http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT343827-1661-1,00.html__
__http://www.revistacontemporaneos.com.br/n3/pdf/sergiobuarque.pdf__
www.scielo.br
__http://www.youtube.com/watch?v=pRsra5NOdMI__

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